terça-feira, 15 de novembro de 2016

(Módulo I - Diversidade)

Olá, pessoal! 

Hoje eu vim deixar o blog mais leve, divertido e musical. 

Resolvi compartilhar com vocês músicas que me fazem refletir sobre os conceitos e/ou rótulos aos quais a sociedade nos definem ou nos impunham. Acho que, se não todos, pelo menos a maioria de vocês conhecem essas músicas. Selecionei quatro músicas e acredito que todas elas foram bem divulgadas e tocadas por aí. Por uma, feliz, coincidência (rs) todas as músicas são de grandes nomes femininos, da música pop internacional, atualmente. 

E vamos que vamos, começar logo com essa playlist! Espero que gostem! 

E no nosso top 4 está ela Meghan Trainor, com a música, mais conhecida como Hino dos Gordinhos, All About That Bass.

Essa música com toda certeza não poderia deixar de entrar aqui no nosso playlist. Pois ela repercutiu de forma positiva para o grande parte do público. Atingindo, principalmente, aqueles que se sentem fora do padrão de beleza, aqueles considerados por si e/ou pelos outros "gordinhas" e "gordinhos". Mesmo eu não aprovando a letra 100% ela está aí para ouvirmos, curtirmos e, é claro, discutirmos. 


Já no nosso top 3 está ela, a diva das divas, Beyonce (amo a voz e o requebrado, rs), com a música Pretty Hurts, A beleza dói. E dói mesmo! Depilação com cera, escovar o cabelo, tirar a cutícula das unhas e outras coisas mais doem pra caramba (rs). Falando sério agora, doí mesmo! Dói quando não somos aceita do jeito que somos e precisamos usar de artifícios para sermos. Algumas partes como: "O que você veste é tudo que importa", "A perfeição é a doença da nação" e "Você está feliz consigo mesma?" diz muito, se não tudo. Para mim essa música se resume a Basta! Chega de se submeter a ditadura da beleza! Tudo e todos nos dizem quem devemos ser, mas e eu estou sendo quem eu quero ser? É o que está por dentro que importa. Como um grito de libertação. Vejam! Cantem! Gritem!




No top 2 eu selecionei um Pretty Hurts em uma versão mais lenta que é a música Try, da Colbie Caillat (rs). A considero uma versão mais lenta da Pretty Hurts por que ambas trazem a mesma mensagem só que de maneiras diferentes. Confesso que, apesar de trazerem a mesma mensagem, esse clipe das mulheres se despindo de seus artifícios de beleza mexe mais comigo (rs). E novamente a letra trás vários discursos e imposições feitas pela sociedade como " Coloque sua maquiagem", "Faça suas unhas", "Continue magra para que eles gostem de você", "Mostre sua sensualidade" e etc. Assistam!


E pra fechar, com chave de ouro, o nosso playlist, de hoje, vamos de Christina Aguilera, Beautiful no nosso top 1.
Essa, não sei se deu pra notar, é a minha preferida de todas (rs). Mas já vou logo avisando que esse clipe contém cenas fortes e se você não está preparado para tal e veio pra cá carregado de preconceitos é melhor não assistir. Gosto muito da letra, entretanto admito que só esse clip bastava pra mim, acho que ele mudo já bastaria, pois ele por si só já diz tudo. Obviamente que fica melhor ainda com essa voz (rs). A letra se repete muito e resumindo ela diz: Você é bonita ou bonito e não importam o que digam os outros a seu respeito. O clipe é lindo e mostra pessoas enfrentando questões de identidade. Pena que a realidade nem sempre se assemelhe a que vemos ao final do clipe. Comparem!



Fim do nosso playlist de hoje pessoal. Quero deixar claro aqui que não sou contra dieta, maquiagem (inclusive eu uso, rs), não sou contra depilação, a alisar os cabelos, mas sou contra a qualquer coisa que nos é imposta como regra e necessidade. Entendem? Deixem aqui nos comentários o que vocês acharam do post de hoje! Me digam se está faltando alguma música que eu não coloquei aqui e o que esses clipes provocaram em vocês quando assistiram! 

Um grande beijo e até a próxima!





domingo, 30 de outubro de 2016

(Módulo II - Gênero)

Olá, pessoal! 

Vim compartilhar com vocês a minha reação diante de um "inofensivo" livro infantil, que contava uma história bastante conhecida por vocês. A história foi contada, por uma professora em uma turma de 1° ano, onde cumpro meu estágio obrigatório. O livro é recheado de diversas histórias clássicas, aquelas que ouvimos desde sempre por pais, tios, avós e professores. A história da vez era A bela adormecida e em uma parte dela encontramos as qualidades necessárias para uma mulher. Veja! 



O que quero destacar aqui é a parte do nascimento da princesa e o banquete que seu pai, o rei, faz, para comemorar o seu nascimento, convidando toda a corte incluindo as sábias (ou fadas madrinhas, como já vimos em outros livros). Cada sábia presenteia a princesa com dons magníficos. Agora repare nesses dons magníficos! São eles: beleza, bom humor, delicadeza, paciência, criatividade, saúde, prosperidade, inteligencia e generosidade, isso quando (em outras versões) não se resumem apenas a bela e bondosa/gentil. Como se bastasse para uma mulher ser apenas bela e boazinha; requisitos mais do que necessários para se conseguir um príncipe e, obviamente, se casar com ele. Dons suficientes para ser tornar uma princesa bela, instruída, recatada e do lar.  Nem um dom como força, coragem, responsabilidade e o dom de se defender  sozinha foi atribuído a pequenina princesa. Uma série de valores e comportamentos predeterminados para um bebê que estava ali sem nada a entender. Mesmo se tratando de uma história fictícia isso acontece na vida real. Predeterminamos os gostos e o comportamento da nossa criança, antes mesmo dela nascer, sendo diferente de menina para menino. Eu poderia ficar aqui e levantar outras questões como ela ficar, literalmente, esperando deitada ser salva pelo macho alfa, príncipe encantado ou da bela princesa loira de olhos azuis (não me representa) e muitas mais questões que essas e outras história nos trazem, mas... Fica para um próximo post. Até mais! 

P.S.: O interessante é que eu sempre ouvi, li essa história e ela nunca me chamou a atenção dessa maneira, antes era tudo muito natural, se posso dizer assim, muito naturalizado. Não estou dizendo aqui que não devemos contá-las mais para as nossas crianças, todavia podemos levantar alguns pontos juntamente com elas e apresentar lhes outras histórias maravilhosas que existem por aí, com outros tipos de princesa, tipo aquelas de turbante na cabeça. 




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

(Módulo I - Diversidade)

UBUNTU

"Ubuntu é uma filosofia africana cujo significado se refere à humanidade com os outros. Trata-se de um conceito amplo sobre a essência do ser humano e a forma como se comporta em sociedade.
Para os africanos, ubuntu é a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro, uma ideia semelhante à de amor ao próximo.Ubuntu significa generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os homens."

Significado de UBUNTU

Cada um de nós possuem características próprias, sejam elas "boas e/ou ruins", assim como a Mara.


 
























Mara é como muitas outras meninas, mas alguns de seus colegas não reconhecem isso. Passam todo o tempo apontando os "defeitos" de Mara. Mara por sua vez, na maior parte da história, parece não se importar com que os colegas dizem a seu respeito e faz o jogo do contente (aquele mesmo da Poliana), até quando a discriminam por ser pobre. Tudo isso parece ser muito bonitinho na história, mas na realidade não é tão bonitinho assim. Crianças, jovens e adultos são ofendidos, excluídos e até agredidos por não serem considerados normais, apenas por não pertencerem a mesma etnia, credo, condição econômica, opção política, orientação sexual, e/ou simplesmente por não possuírem as mesmas características físicas. Ao final da história Mara finalmente assume que suas orelhas de fato são grandes e que isso não parece ser um problema para ela. E é bem assim que devemos reagir, assumir quem somos e combater quem deseja nós ver nivelados ou segregados. 


Thaiza Farias de Oliveira, graduanda na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, pelo respeito a diversidade e pela inclusão de todos dignamente na sociedade. 

"Eu sou porque nós somos"