(Módulo II - Gênero)
Olá, pessoal!
Olá, pessoal!
Vim compartilhar com vocês a minha reação diante de um "inofensivo" livro infantil, que contava uma história bastante conhecida por vocês. A história foi contada, por uma professora em uma turma de 1° ano, onde cumpro meu estágio obrigatório. O livro é recheado de diversas histórias clássicas, aquelas que ouvimos desde sempre por pais, tios, avós e professores. A história da vez era A bela adormecida e em uma parte dela encontramos as qualidades necessárias para uma mulher. Veja!
O que quero destacar aqui é a parte do nascimento da princesa e o banquete que seu pai, o rei, faz, para comemorar o seu nascimento, convidando toda a corte incluindo as sábias (ou fadas madrinhas, como já vimos em outros livros). Cada sábia presenteia a princesa com dons magníficos. Agora repare nesses dons magníficos! São eles: beleza, bom humor, delicadeza, paciência, criatividade, saúde, prosperidade, inteligencia e generosidade, isso quando (em outras versões) não se resumem apenas a bela e bondosa/gentil. Como se bastasse para uma mulher ser apenas bela e boazinha; requisitos mais do que necessários para se conseguir um príncipe e, obviamente, se casar com ele. Dons suficientes para ser tornar uma princesa bela, instruída, recatada e do lar. Nem um dom como força, coragem, responsabilidade e o dom de se defender sozinha foi atribuído a pequenina princesa. Uma série de valores e comportamentos predeterminados para um bebê que estava ali sem nada a entender. Mesmo se tratando de uma história fictícia isso acontece na vida real. Predeterminamos os gostos e o comportamento da nossa criança, antes mesmo dela nascer, sendo diferente de menina para menino. Eu poderia ficar aqui e levantar outras questões como ela ficar, literalmente, esperando deitada ser salva pelo macho alfa, príncipe encantado ou da bela princesa loira de olhos azuis (não me representa) e muitas mais questões que essas e outras história nos trazem, mas... Fica para um próximo post. Até mais!
P.S.: O interessante é que eu sempre ouvi, li essa história e ela nunca me chamou a atenção dessa maneira, antes era tudo muito natural, se posso dizer assim, muito naturalizado. Não estou dizendo aqui que não devemos contá-las mais para as nossas crianças, todavia podemos levantar alguns pontos juntamente com elas e apresentar lhes outras histórias maravilhosas que existem por aí, com outros tipos de princesa, tipo aquelas de turbante na cabeça.


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