quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Olá, pessoal!

Hoje eu vim até aqui indicar pra vocês um longa, que antes era um curta, o Hoje eu quero voltar sozinho. Um filme que como eu mencionei anteriormente era apenas um curta metragem de 17 minutos que nos deixavam com um gostinho de quero mais, até ser lançado o longa. O filme trata dos dilemas adolescentes de um jovem cego que se vê apaixonado pelo seu novo melhor amigo. O filme fala de descobertas amorosas, quando nos descobrimos apaixonados pela primeira vez, mas fala também de decepções amorosas, como quando gostamos de alguém que não gosta da gente. Enfim não posso dar spoiler, rs. Então segue a aí o curta de nome Hoje eu não quero voltar sozinho...



E ele em longa o Hoje eu quero voltar sozinho...





Racismo no Brasil 
(Módulo IV - Raça e Etnia)

O mito de que não há racismo no Brasil, e de que todos se respeitam, sem se importar com as diferenças, não é de hoje. Este é considerado como um dos mitos nacionais, o mito da democracia racial.



"[...] através dele aprendemos que o Brasil é um país onde não existe preconceito ou discriminação de raça ou cor e onde as diferenças são absorvidas de forma cordial e harmoniosa."
(Ideologias do Estado Nacional - Unidade I - Texto II)

 (Coleção de Militão Augusto de Azevedo)

De volta ao passado?

Escravas domésticas, amas de leite, as vezes alforriadas, eram vestidas e penteadas como as senhoras brancas e posavam com as crianças (a memória afetiva da escravidão). Corria-se menos riscos da criança se mexer durante a fotografia com as mães negras de criação, pois estavam mais habituados a elas. Para amamentarem os filhos brancos era preciso que as escravas tivessem engravidado a pouco tempo. O que acontecia aos seus filhos negros? Eram vendidos ou doados. Essa foto representa a escravidão, em uma determinada época, como algo natural e vista com orgulho.
 Passado um tempo a escravidão e o racismo começam a ser malvistos, entretanto não deixam de ser praticados.


Em pleno século 21, uma colega de profissão, professora de uma escola localizada na Baixada Fluminense é "obrigada" a escovar e pranchar os cabelos para ir trabalhar. Não só ela, mas todas que possuem cabelo crespo, cacheado, afro. Segundo a diretora da instituição ela não quer nenhum cabelo para o alto e fora do lugar no ambiente de trabalho. Perguntei se o mesmo valia para as crianças e minha colega disse que não. Onde estariam a referencia dessas crianças? Perguntei como ela se sentia sobre o assunto e ela me respondeu que nada poderia fazer se não poderia perder o emprego.
Será que ninguém enxergava como um ato totalmente racista? Tamanho absurdo essa situação se passar em uma escola da Baixada Fluminense e ainda mais ministrado pela própria diretora.



Racismo só quem nunca sofreu pensa que não existe. E cuidado! Você pode ser racista e não saber disso ainda.