Racismo no Brasil
(Módulo IV - Raça e Etnia)
O mito de que não há racismo no Brasil, e de que todos se respeitam, sem se importar com as diferenças, não é de hoje. Este é considerado como um dos mitos nacionais, o mito da democracia racial.
"[...] através dele aprendemos que o Brasil é um país onde não existe preconceito ou discriminação de raça ou cor e onde as diferenças são absorvidas de forma cordial e harmoniosa."
(Ideologias do Estado Nacional - Unidade I - Texto II)
(Coleção de Militão Augusto de Azevedo)
De volta ao passado?
Escravas domésticas, amas de leite, as vezes alforriadas, eram vestidas e penteadas como as senhoras brancas e posavam com as crianças (a memória afetiva da escravidão). Corria-se menos riscos da criança se mexer durante a fotografia com as mães negras de criação, pois estavam mais habituados a elas. Para amamentarem os filhos brancos era preciso que as escravas tivessem engravidado a pouco tempo. O que acontecia aos seus filhos negros? Eram vendidos ou doados. Essa foto representa a escravidão, em uma determinada época, como algo natural e vista com orgulho.
Passado um tempo a escravidão e o racismo começam a ser malvistos, entretanto não deixam de ser praticados.
Em pleno século 21, uma colega de profissão, professora de uma escola localizada na Baixada Fluminense é "obrigada" a escovar e pranchar os cabelos para ir trabalhar. Não só ela, mas todas que possuem cabelo crespo, cacheado, afro. Segundo a diretora da instituição ela não quer nenhum cabelo para o alto e fora do lugar no ambiente de trabalho. Perguntei se o mesmo valia para as crianças e minha colega disse que não. Onde estariam a referencia dessas crianças? Perguntei como ela se sentia sobre o assunto e ela me respondeu que nada poderia fazer se não poderia perder o emprego.
Será que ninguém enxergava como um ato totalmente racista? Tamanho absurdo essa situação se passar em uma escola da Baixada Fluminense e ainda mais ministrado pela própria diretora.
Racismo só quem nunca sofreu pensa que não existe. E cuidado! Você pode ser racista e não saber disso ainda.